CBA implanta protocolo médico padrão nos circuitos nacionais

    Documento prevê obrigatoriedade de equipes de plantão em todas as provas

 




Foto: Luis Carvalho / Gasolina Show



A Comissão Médica da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), presidida pelo médico Dino Altmann, que faz parte da Comissão Médica da FIA desde 1990,  encaminha  no dia 15 de julho à diretoria da CBA e aos 21 presidentes das federações que compõem a entidade,  o documento final do  protocolo padrão de atendimento médico para os circuitos automobilísticos nacionais.

 

O objetivo do trabalho, idealizado por Altmann - elaborado em cerca de quatro meses - é criar alto padrão de eficiência no setor, garantindo maior tranqüilidade aos pilotos e equipes que participam de mais de 200 provas anuais de 26 categorias do esporte em território nacional a cada ano. 

Uma das principais determinações do protocolo é a obrigatoriedade da manutenção de equipes médicas de plantão permanente e treinadas para cada categoria,  em todos os autódromos onde ocorrem provas organizadas pela Confederação, com respectivos equipamentos necessários aos atendimentos emergenciais.

Até setembro, a Comissão Médica da CBA, composta pelos médicos Marcelo Ribeiro, Dorival de Carlucci, Fernando Novo,  Pedro Rozolen Júnior e  Cláudio Birolini,  vai iniciar as instruções e o treinamento dos diretores médicos de cada circuito, através de seminários regionais, de acordo com o calendário dos principais eventos automobilísticos nacionais.

 

A implantação do protocolo padrão de atendimento médico faz parte da estratégia  da diretoria da CBA - entidade máxima do automobilismo nacional, que completa 50 anos em agosto -  de garantir o desenvolvimento do esporte sem abrir mão da qualidade das competições, da segurança de pilotos e equipes e do bem estar da audiência - fatores que justificam o retorno dos altos investimentos dos patrocinadores. “Em apenas dois anos, desde que assumi a presidência, o número de pilotos inscritos dobrou de tamanho, passando de seis mil para doze mil, criamos e apoiamos novas categorias e organizamos mais  de  um evento de caráter nacional a cada dois dias,  além das dezenas de provas estaduais e regionais.  Essa pujança é a prova inconteste da importância do  trabalho da nossa Comissão Médica”, explica o presidente da CBA, Cleyton Pinteiro.

Segundo Altmann, a elaboração do protocolo considerou as demandas e necessidades específicas dos autódromos brasileiros, assim como a realidade financeira do esporte no País. “Nossa proposta é criar um protocolo de funcionamento adequado à nossa realidade, o que significa ter equipes permanentes em cada circuito e realizar investimentos necessários para oferecer equipamentos de qualidade e  treinamento adequado para prestar um serviço de excelência médica, à altura da importância das competições”.

 

O processo para a implementação total deste projeto é estimado em 22 meses e envolve a definição dos conteúdos, o tempo de duração e a forma de ministrar os cursos a líderes estaduais e outros multiplicadores da metodologia de trabalho que as equipes deverão praticar, além dos treinamentos específicos.  Neste período, serão abordados os aspectos logísticos, técnicos e financeiros que serão adotados para criar e manter os times de socorro que funcionarão nos autódromos nacionais.

documento elaborado pela Comissão Médica da CBA:



FONTE:

Verônica Coutinho
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